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  • JB News

    29 de mai de 2017

    O boletim chegou. E agora? Saiba como lidar com frustrações e identificar problemas

    É chegada a hora de receber os boletins escolares. E esse, nem sempre, é um momento tranquilo em casa. Quando as notas surpreendem negativamente os pais, pode estar faltando acompanhamento e planejamento, alertam especialistas. Para correr atrás do prejuízo, reorganização é a palavra. Mas o ideal mesmo é prevenir que esses sustos voltem a acontecer.

    — O grande erro é estudar só para tirar notas altas e na véspera da prova. Este estudo é guardado numa memória de curtíssimo prazo. Mal coloca o ponto final na prova, o conhecimento some. O problema não é de recuperação, mas de mudança de atitude — diz Juarez Lopes, especialista em leitura dinâmica e otimização do estudo responsável.

    Se nos últimos meses esse trabalho não foi feito e a média está mais vermelha que azul, é preciso um diálogo franco com a criança ou o adolescente para identificar as causas.

    — Nem sempre a queda de rendimento está associada a preguiça. Pode ser uma dificuldade específica. Antes de julgar, os pais devem oferecer ajuda e procurar a escola. Um trabalho multidisciplinar fará com que a criança ganhe ferramentas para enfrentar possíveis medos e criar maturidade emocional — aconselha a psicóloga e diretora do Núcleo Integrado Village, Ana Café.

    Para ajudar no processo de aprendizagem, é necessário que a atuação pedagógica e a dos pais se complementem.

    — É função da família acompanhar o dia a dia e se comprometer. Exigir do filho pequenas responsabilidades e acompanhar os sinais: se está desanimado, se não estuda, as anotações na agenda — ressalta a neuropsicopedagoga Viviani Zumpano.

    Na casa de Isabella Verneck, de 10 anos e no 5º ano do ensino fundamental, o acompanhamento dos pais de sua rotina escolar faz toda a diferença. O boletim não deixa mentir: a nota mais baixa dela foi 9,6.

    — Faço resumos que ajudam na revisão. Vale muito a pena — diz a menina.

    Mudanças com a idade

    Especialistas ressaltam que a formação da criança e do adolescente não envolve apenas conteúdo. É um somatório de fatores psicológicos, pedagógicos e sociais. Por isso, se, mesmo cumprindo as responsabilidades, o aluno não tiver bom resultado, pode ser preciso avaliar a trajetória dele e buscar ajuda profissional.

    A neuropsicopedagoga Viviani lembra ainda que há diferença na forma de lidar com a aprendizagem na infância e na adolescência. Crianças são mais disponíveis para a dinâmica da escola. A adolescência é a fase de buscar a identidade, e tudo parece mais interessante que o estudo. A cabeça está no namoro, nos amigos, na internet...

    — Nessa fase, tem que trabalhar a negociação, compensação. Tira o celular, mas ganha, dias depois, se a lição for boa. Não podem ser castigos muito longos para não perder o sentido.

    ‘Estimulamos que ela desenvolva autonomia’, diz pai

    Leonardo Verneck, pai da Isabella, criou um plano diário de estudos:

    — É algo que compartilhamos desde quando a Isabella iniciou vida escolar. Procuramos ter uma rotina de estudo com horários fixos. Somos metódicos com planejamento. De segunda a sexta, dedicação aos estudos. Final de semana é livre. Estimulamos que ela desenvolva autonomia, tenha controle de suas responsabilidades. A nota é consequência — conta.

    Medidas pontuais

    Cobrança saudável

    Se houver falta de dedicação, cobre resultados e determine tempo de estudo. Sinalize ainda o que a criança pode perder, como horas no play. Trabalhe a negociação.

    Responsabilidade

    Uma posição rígida será para que a criança perceba que o comprometimento dela com o resultado é importante. Indique que ela é capaz e que não tem bom resultado porque não cumpre com o que é recomendando.

    Rotina

    O cérebro gosta de rotina. Por isso, estudar sempre na mesma hora e local é o ideal. Fazer isso com os pequenos faz toda a diferença. Mas lembre-se: é preciso dar suporte sem tirar o protagonismo da do aluno no processo, para que não crie dependência.

    Potencialidades

    É preciso valorizar o que os pequenos têm de melhor e ajudar a lidar com a frustração por não ir tão bem em uma matéria em que tem dificuldade.

    Incentive a leitura

    Isso ajuda na interpretação de texto e na criação de vocabulário. Para começar, sugira livros de que gostem e dê o exemplo. Tenha o hábito e valorize os estudos além de obrigação.

    Via: Jornal Extra
    Por: Ana Paula Blower
    Foto: Guito Moreto
    29/05/2017
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